sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Índios Krenak

Eram chamados pelos colonizadores de Borun, e atualmente são conhecidos como Krenak.
Borun = Era uma referência aos adornos labiais e ouriculares que utilizavam.
Outras nomenclaturas:  Crenaque, Crenac, Krenac, Botocudos, Aimorés.
Significado: Krenak = nós, essência do ser.
São , no total, 350 Krenaks. (Funasa, 2010)
História
Os Krenak são os últimos Botocudos do Leste, vítimas de constantes massacres decretados como "guerras justas" pelo governo colonial. Hoje, vivem numa área reduzida reconquistada com grandes dificuldades.
O território original dos Krenak era a Mata Atlântica no Baixo Recôncavo Baiano, tendo sido expulsos do litoral pelos Tupi, eles passaram a ocupar parte da região do Rio Doce.
Desde os primeiros contatos, ainda no século XVI, foram acusados de antropofagia, motivo comumente utilizado para justificar guerras.
 
Língua
Sua língua é denominada Borun.
Apenas as mulheres com mais de quarenta anos são bilíngües, e os homens, jovens e crianças falam português.
Nos últimos três anos vêm envidando esforços para que as crianças voltem a falar o Borun.
Religião
Seu sistema religioso centrado na figura dos Marét e dos espíritos encantados de seus mortos, os Nanitiong, responsáveis pela fecundação das mulheres humanas e por emitir avisos de morte.  Havia, ainda, as almas, espíritos que viviam nos corpos dos humanos, adquiridos a partir dos quatro anos de idade, quando eram implantados os primeiros botoques labiais e auriculares.
A alma principal abandonava o corpo durante o sono e, quando se perdia, ocorria a doença.
Antes de a pessoa morrer, sua alma principal morria dentro de seu corpo.
Os Marét, habitantes das esferas superiores, eram os grandes ordenadores dos fenômenos da natureza e, dentre eles, se destacava o Marét-khamaknian, herói criador dos homens e do mundo, benevolente e civilizador da humanidade.
Tokón - espíritos da natureza - Responsáveis pela eleição dos seus intermediários na terra, os xamãs, com os quais mantinham contacto durante os rituais e que, quase sempre, acumulavam o cargo de líderes políticos.
Conflitos
 Os Krenak foram derrotados pelos portugueses logo no inicio da colonização do Brasil.
Eles foram definitivamente desterrados e expulsos de sua reserva com a construção da EFVM (Estrada de Ferro Vitória a Minas) e atualmente estão confinados a pequenas reservas próximas do município de Resplendor, estado de Minas Gerais.
 Centro de re-educação indígena Krenak 
O Reformatório foi implantando sob a administração do Capitão Manoel Pinheiro, da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, e para lá eram enviados os indígenas que opunham resistência aos ditames dos administradores de suas aldeias ou eram considerados como desajustados socialmente.
No Presídio eram mantidos em regime de cárcere, sofrendo repressões, como o confinamento em solitária e castigos físicos em casos de insubordinação.
Eram-lhes impostas atividades na agricultura durante o dia, sob forte vigilância de soldados da Polícia Militar e dos índios agregados à Guarda Rural Indígena.
 Enfrentando todo esse quadro adverso, 26 dos 49 Krenák que haviam sido levados para a Fazenda Guarani, retornaram, em 1980, às terras do rio Doce, instalando-se por conta própria, em pequena parcela da área, nas ruínas da antiga sede abandonada pelo Patronato São Vicente de Paula e no antigo Reformatório, perfazendo um total de 68,25 hectares.
Posteriormente foi reconstituída a área originalmente doada pelo governo mineiro, através do Decreto 4462 de 10/12/1920, após um demorado processo de demarcação iniciado em 1918 e concluído em 1920.

4 comentários:

  1. nao tem nada explicando nessa porcaria merda de saite

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  2. vcs deveria esclareser mais para nois pesquisadore escola presizo de mais resposta que aki nao tem
    obs:exclaresa amis coisas por favor eu presizo de mais resposta

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  3. Sou descendentes dos botocudos, minha bisavó foi caçada a laço, amarrada a um poste e "domesticada" por um português que se apaixonou pela beleza dela, mas não queria ser devorado. Durante muito tempo, ele a alimentou com uma colher presa a um bambu e a água era dada em jarros de barro.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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